Mostrando postagens com marcador CRAS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CRAS. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de abril de 2011

História com recomeço feliz. Preservar vidas é da nossa natureza!











O Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) da Mata Ciliar recebe animais diariamente. Uma das espécies que mais chegam e em estado crítico de saúde é o bugio (Alouatta Guariba). É um animal suscetível a acidentes, pois se trata de um primata dócil que se aproxima constantemente dos centros urbanos em busca de alimento. Em um desses casos, um bugio fêmea que chegou a Mata Ciliar em fevereiro, provavelmente vítima de atropelamento em uma rodovia, passou por um processo de reabilitação com o final esperado por todos que gostam de animais. Após um mês de tratamento veterinário e sendo acompanhado de perto pela equipe de biólogos, veterinários e voluntários da Mata Ciliar, ele ganhou a oportunidade de voltar para a natureza, objetivo maior do Cras. Acompanhado pela veterinária Karen da Mata Ciliar e pelos policiais da Guarda Municipal, o bugio foi levado para seu local de origem onde foi presenciado o recomeço de uma vida feliz em meio à natureza. O bugio inclusive provou que está totalmente recuperado, saindo rapidamente da gaiola e subindo com vigor nas árvores, demonstrando toda a alegria e satisfação em voltar para casa. Apesar de sabermos que não seria adequado de nossa parte dar adjetivos que condizem ao ser humano, é impossível não se emocionar ao observar toda a alegria e satisfação da fêmea de bugio em voltar para casa.

Acompanhe o vídeo da soltura do bugio:



A complexidade do problema e a simplicidade da solução

Ironicamente, em alguns casos, problemas de acidentes com bugios são ocasionados por pessoas que gostam dos bichos e os alimentam. No final das contas, esse ato é responsável por deixá-lo exposto a situações de perigo. Trazê-lo para perto de nós certamente significa confiná-lo a uma vida de dependência, aproximando-o de todo tipo de risco no meio urbano. O ideal é apreciá-lo no seu habitat natural e em sua plena alegria. O bem-estar de todo animal silvestre, inclusive do bugio, é viver na natureza!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Maritacas chegam ao Cras debilitadas pelo lixo

É com o bico que a maritaca (Aratinga leucophthalmus) sobe no poleiro da gaiola. Uma das pernas está enfaixada e ela tenta se acomodar sobre a outra para conseguir se alimentar ou simplesmente se movimentar no espaço que serve de casa. Ela não é a única que está nessas condições: no mês de março, a espécie foi a que mais chegou ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras), da Mata Ciliar.

Como a época de reprodução das maritacas ocorre principalmente no final do ano, agora é um período no qual os filhotes começam a sair do ninho.

O grande problema é que alguns não conseguem pois os ninhos são, geralmente, feitos de lixo, afirma a bióloga Marília Giorgete. Normalmente feitos com linhas, fitas adesivas, pedaços de plásticos e tudo mais o que encontram no meio urbano, as maritacas põem seus ovos nesses ninhos e, quando o filhote nasce, fica com suas pernas presas e/ou grudadas.

Muitas vezes, segundo a bióloga, os pais acabam abandonando os filhotes que não saem do ninho, por isso muitos são encontrados em forros de casas, presos e sozinhos, o que traz sérias consequências. “Por estarem com os membros presos ao lixo, os filhotes não conseguem sair. Quando são trazidos à Mata estão muito debilitados, até mesmo por falta de comida, e precisam passar por cirurgia para retirada do membro”, lamenta Marília.

No mês de março, dez maritacas chegaram à Mata Ciliar. Muitas delas enroladas em lixo nos forros de casas ou com as pernas tortas ou quebradas. Cinco não resistiram. Marília aponta a principal causa. “As pessoas estão diminuindo o habitat natural das maritacas e, por causa disso, elas têm que se adaptar a cidade”, lembra, ressaltando que essa suposta adaptação é prejudicial à espécie e, consequentemente, à natureza, uma vez que essas aves são dispersoras de sementes e importantes para o equilíbrio ambiental.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Pássaro na gaiola não canta, lamenta


Quatorze novas aves chegaram ao CRAS nesta quinta-feira (20), trazidas pela Delegacia do Meio Ambiente de São Bernardo do Campo, após serem apreendidas em uma residência. Aparentemente, segundo os investigadores, não se trata de tráfico, mas sim de um colecionador que mantinha as dez espécies em cativeiro, mas sem sinal de maus tratos.

Agora, os pássaros ficarão na Associação em observação, passarão por um período de reabilitação e quando estiverem em condições, voltarão à vida livre.


Dentre as aves estão: Pintassilgo, Coleira do Brejo, Tiziu, Azulão, Sanhaço, Pássaro Preto, dois Canários da Terra, Picharros, Tico Tico e dois da espécie Coleirinha.

As aves não podem ser bonitas e nem cantar bem, caso contrário, é gaiola na certa!