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terça-feira, 5 de julho de 2011

Novos hóspedes, velhor problemas


Do final de junho, o CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) da Mata Ciliar recebeu novos animais silvestres. Trata-se de um cachorro-do-mato (Cerdocyon thous) vindo de Osasco e um sagüi (Callithrix jaccuhs) de Barueri, que foram trazidos pela Polícia Ambiental de Jundiaí. Felizmente, ambos não apresentaram nenhum ferimento e a esperada soltura na natureza deve acontecer em breve.
No começo de julho, uma coruja (Tyto alba) foi encontrada em uma indústria de Jundiaí e levada até o CRAS. A coruja ainda é jovem e não sabe voar, portanto, precisará passar alguns dias em companhia e sob a vista de veterinários e biólogos da AMC até que possa "retornar para casa".
A cada dia, cresce o número de animais recebidos pelo CRAS. A média de recebimento de dois anos atrás era de dois animais por dia, sendo que hoje o número cresceu para cinco animais. Nessa época, principalmente as queimadas são responsáveis pela maioria das ocorrências de animais silvestres em meios urbanos, que fogem em decorrência do fogo ateado em plantações e mato seco. Um costume antigo e ultrapassado que, infelizmente, ceifa a vida de diversos animais silvestres em nossa região.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Maritacas chegam ao Cras debilitadas pelo lixo

É com o bico que a maritaca (Aratinga leucophthalmus) sobe no poleiro da gaiola. Uma das pernas está enfaixada e ela tenta se acomodar sobre a outra para conseguir se alimentar ou simplesmente se movimentar no espaço que serve de casa. Ela não é a única que está nessas condições: no mês de março, a espécie foi a que mais chegou ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras), da Mata Ciliar.

Como a época de reprodução das maritacas ocorre principalmente no final do ano, agora é um período no qual os filhotes começam a sair do ninho.

O grande problema é que alguns não conseguem pois os ninhos são, geralmente, feitos de lixo, afirma a bióloga Marília Giorgete. Normalmente feitos com linhas, fitas adesivas, pedaços de plásticos e tudo mais o que encontram no meio urbano, as maritacas põem seus ovos nesses ninhos e, quando o filhote nasce, fica com suas pernas presas e/ou grudadas.

Muitas vezes, segundo a bióloga, os pais acabam abandonando os filhotes que não saem do ninho, por isso muitos são encontrados em forros de casas, presos e sozinhos, o que traz sérias consequências. “Por estarem com os membros presos ao lixo, os filhotes não conseguem sair. Quando são trazidos à Mata estão muito debilitados, até mesmo por falta de comida, e precisam passar por cirurgia para retirada do membro”, lamenta Marília.

No mês de março, dez maritacas chegaram à Mata Ciliar. Muitas delas enroladas em lixo nos forros de casas ou com as pernas tortas ou quebradas. Cinco não resistiram. Marília aponta a principal causa. “As pessoas estão diminuindo o habitat natural das maritacas e, por causa disso, elas têm que se adaptar a cidade”, lembra, ressaltando que essa suposta adaptação é prejudicial à espécie e, consequentemente, à natureza, uma vez que essas aves são dispersoras de sementes e importantes para o equilíbrio ambiental.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Mata Ciliar ganha veículo para resgate da fauna silvestre

Marília Giorgetti (bióloga), Cristina Adania (coordenadora de Fauna da AMC), o deputado estadual Pedro Bigardi, Rita Tarallo (bióloga) e Margareth Santos (veterinária) mostram a emenda parlamentar assinada


Um carro adaptado para resgatar animais silvestres em situações de risco foi o presente de final de ano para a Associação Mata Ciliar (AMC). O veículo foi solicitado pelo deputado estadual Pedro Bigardi (PCdoB/SP) à Secretaria de Estado do Meio Ambiente, sendo o convênio firmado em 30 de dezembro de 2010.


Após uma visita à AMC, o deputado se interessou pelo trabalho e colocou à disposição uma emenda parlamentar para ajudar. “Percebi que a Mata é uma instituição séria, preocupada com o atendimento aos animais silvestres e com pesquisas científicas relacionadas ao Meio Ambiente e resolvi ajudar”, afirmou Bigardi.


Seis meses depois da solicitação, em abril de 2010, o deputado estadual conseguiu a aprovação da verba parlamentar de R$65 mil para a aquisição do veículo, que contará com maca e equipamentos para primeiros socorros, além de uma caixa apropriada para o transporte de animais silvestres e uma arma anestésica.


“Fico muito feliz em poder ajudar uma instituição que faz um trabalho sério e respeitado em todo o Estado. E isso é só o início da parceria”, garantiu Bigardi, referindo-se aos próximos recursos que pretende disponibilizar para a instituição ao longo de seu mandato como deputado estadual.